terça-feira, 2 de novembro de 2010

Primavera

Caminho ao teu lado e espero pela Primavera. Há coisas que quis e que enterrei há muito tempo. Esperava que a felicidade não fosse isto de fazer contas, subtrair desejos, acrescentar vontades. As tuas vontades. Multiplicar paciências, somar tudo e esperar que resulte. Que dê certo. Olho-te tranquilo, enquanto espero que a neve derreta, e gostava de querer ser como tu. É como se vivesse num quadrado fechado: quanto mais luto, mais o quadrado se aperta sobre mim.
Ainda que o Inverno mal tenha começado, é se tenha passado o Verão, é sempre à espera da Primavera que estou.

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