quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O que tenho a dizer é isto

http://www.youtube.com/watch?v=WP8GI_rsGwI

domingo, 18 de agosto de 2013

Cidades

Por duas vezes todo o caminho que fora feito ficou destruído. Por duas vezes o tremor começou nos pés, um formigueiro repentino que explodiu no coração. Fiquei com mais medo agora. Deitei-me na cama e percebi a exaustão. Quanto tempo demora a loucura? Quantas vezes caímos no mesmo lugar? Prendi os lençóis com as pernas e tentei respirar. Li um livro inteiro. Queria que esta cidade tivesse o meu nome. Não tem.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Princípio

Talvez o amor já não seja uma questão de vida ou de morte. E ainda bem.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Repetimos sempre o mesmo Inferno?

Ar. Faltava-me o ar. Tu pensavas que eu queria gritar. Mas eu estava só com medo. Não queria gritar. Queria fugir para o mais longe possível do horror que sentia. Repetimos sempre o mesmo Inferno? Mãos e pernas, tão fortes, a prenderem-me, eu, frágil, sem poder defender-me. Repetimos sempre o mesmo Inferno? Ar, eu só queria ar. Houve um tempo em que só quis amor. Tapaste-me a boca e prendeste-me os braços da mesma maneira que se prende um animal do qual se tem medo e então se enjaula, um animal que não compreendemos e então matamos. Repetimos sempre o mesmo Inferno? Ar. Amor.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Viver muito

Sei. Será possível saber e ser isso a tristeza? Não querer nunca mais o fundo poço onde sou a mais feliz e a mais infeliz de todas as pessoas.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Tanto tempo

Porra, sabes o que é que me lixa a sério e como é que sei que tudo mudou para além de estar a escrever porra? É que bastou eu desistir para desistires comigo de todas as coisas que podíamos fazer juntos foste escolher esta eu sei dá menos trabalho e então encontras a paz que tanto gostas não tens toda a morte para descansar? Não, porra, o que me irrita mesmo é o tempo que perdemos sem dançar sem rir a remoer não em verdade o que me lixa mais ainda é que podíamos ser tudo não tivesses tu metido na cabeça que eu sou o gigante dos teus medos. Porra, era tão fácil, que chega a ser cómico, eu aqui calada a saber das mil e uma aventuras traições e deslealdades que me inventas quando eu estou apenas a resgatar as penas. Tanto tempo, sabes, tanto tempo.

domingo, 7 de julho de 2013

De dentro para fora e lá fora

Voltei a dançar e isto assim não era nada se dançar não quisesse dizer tudo. Danço e ah é como se risse foram tantos Verões a dançar como se morresse. Danço como se andasse de baloiço fecho os olhos e voo e, quando me deito, a dança acompanha-me, como se só agora a morte que vi o medo que senti e tudo o que um dia foi perdição acabasse finalmente. Fim.