quarta-feira, 4 de março de 2015

Centro

Meio acordada. Meio triste. Meio. Metade.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Força

Eu tive a sorte de te ter nos braços e de te estar nos braços e isso que me levou tudo salvou-me do resto. Que venham furacões e coisas malditas que eu tive a sorte de correr para ti e o nosso caminho era o mesmo. Ainda que venham vazios e metades eu que tive a sorte de te ter nos braços e de te estar nos braços, estou a salvo de tudo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Isto

Fingir. Sempre. E calar-me.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Nem te digo

Carrego-te no peito como a foice mais perfeita que já senti.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Desconhecer

O que ficou e o desengano o absoluto deserto toda a loucura a dor isso será um segredo não contarei então pode ser que um dia na curva dos meus olhos tudo deixe de ser o que foi. O grande medo é saber que mesmo depois de muito irá voltar a doer e que não se esquece não se esquece tudo o resto fica escondido. Não vale a pena dizer que ainda há tempo quando já não há tempo esta é a minha história há-de ser a minha história sei isso como sei os dedos dos meus pés e todas as vezes que procurei alguém no espelho do retrovisor. É isto e eu sei disto por isso não quero tudo isso que me contam. Eu sei.. Eu sei. Eu sei. Queria tanto não saber.

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Eu sei e ainda assim vou. E, depois, no regresso, há que pagar todos os dessonhos.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Não sei fazer bolos

A minha cozinha é um sítio que me conhece descasco as batatas e choro para dentro da panela. Com a barriga encostada ao lava louça penso como fizeste avó como fizeste o jantar todos os dias com o coração a doer o medo a vida ao contrário? Como fizeste avó? A minha cozinha conhece todos os meus falhanços.