segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Não.
Ei, tu não sabes nada sobre o amor. Não é uma ideia, não te apanha a meio do caminho, não é um autocarro, não é nada daquilo que inventaste para ti. Vais ter de contar com toda a tua coragem e, mesmo tolhido de medo, saltar. O amor é uma certeza. Tantas vezes estúpida. Lembra-te "o amor é uma coisa, a vida é outra". Há quase ternura em mim pela tua busca. Mas não.
Prova de esforço
Largar o coração, deixá-lo estar, parar, não quero agora não quero também não posso é demasiado. Virar a cabeça uma e duas as vezes todas acordar e beber dois cafés. Matar o que não sei antes de saber. Não posso deixa-me estar. Não quero, deixa-me estar. Tenho tudo a perder. Largar o coração, voltar à tona e respirar.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Fiquem perto
Vão ter de me perdoar os demónios que me acompanham e, mesmo sem entenderem, continuarem aqui. Porque sabem de mim isto que sou e que fui, mas não se sentaram comigo no portão. Não viram o que eu vi. Eu sei de tudo isso, mas não posso. O resto fui eu, sozinha. Disse-vos tantas vezes: "Vão". Ainda que a razão e tudo o mais fosse uma seta apontada para lado algum. Espero que continuem aqui, ou então este lugar será tão mais solitário. E vocês fazem-me falta. Mas... vocês não se sentaram comigo no portão. Não sabem disto como eu sei. Fiquem perto.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Interior
Nem flores nem noites ou ombros nada mais para vos dar. Vejo-os a todos, aos meus fantasmas. Caminham nos meus sonhos e trazem-me notícias tristes. Mostram-me o medo. Partiram todos.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Na rua
O pior é que conseguimos tudo, morremos da cura e da salvação. Não morremos de amor nem de ternura ou de êxtase ou de tristeza. Morremos ao ficarmos bons. E isto custa. Dá comichão e queremos arrancar a crosta e sabemos que tudo é ridículo que tudo será sempre assim tão simples. É a simplicidade das coisas que nos custam que nos baralha.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Germana
O meu tudo e o meu todo o meu Norte cego e a minha noite doida as minhas ruas em luz e o meu corpo perfeito o meu tudo e o meu todo. A minha recompensa a moldura na sala o amor ao peito. O meu tudo e o meu todo. As músicas os filmes os olhos em fundo. Não era nada disto. O meu tudo e o meu todo.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Espera por mim
Espero pelo Verão como quem espera por um amor que vai descer do comboio. E eu que adoro o Verão tudo isto nunca tenho um Verão feliz. Não sei, já não me apetece mergulhar na memória, tenho medo, mas se todas as estações do ano me doeram por esta ou aquela razão, tendo a nítida sensação que foi nessa nesta altura que fui mais infeliz. Não é por gostar da praia, nem das noites imensas nem do sol a queimar-me a pele eu igual por dentro é por fora. O Verão deveria ser todas as possibilidades, mas é sempre o meu vestido apenas a esconder o mais perdido dos corações.
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